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Hanoi, para quem tem tempo

Atualizado: 17 de Abr de 2018

Há quem diga que Hanoi fica vista num dia, eu diria 2 dias e meio. Há que ter tempo para fazer algumas coisas, há que ter tempo para estar e gozar Hanoi.

Era o nosso último dia em Hanoi, era o nosso último dia no Vietname, as férias iam terminar, e gozámos até ao último segundo. Absolutamente de loucos!

Começámos por fazer o tour das bicicletas típicas, estava incluído no pacote do hotel, e porque não? Assim como assim, já tínhamos andado de mota em Ho Chi Minh, pior não deveria ser, e tínhamos tempo! A sensação foi como andar 1 hora em carrinhos de choque no Old Quarter! Imperdível, e mais seguro que andar a pé. Para além disso, conseguimos ver melhor o que se passa naquelas ruas, pelo menos de uma outra perspectiva, que não a de andar, a tentar não ser atropelada.

Há ruas para tudo: rua onde só se vende artigos de papelaria, outra só brinquedos, outra malas, outra onde só costuram, outra que vende tachos, outra sapatos, e por aí fora...montras cheias, que na maior parte dos casos, são a porta de entrada das casas destas pessoas. Casas que são compostas apenas por uma divisão, onde dormem famílias inteiras, e onde muitas vezes também dorme a mota. Cozinha-se na rua, estuda-se na rua, dorme-se a sesta na rua, convive-se na rua.

Tínhamos ainda tanto tempo, que fomos almoçar nas calmas. Apontem: Green Tangerine.

Uma das coisas que eu queria ver, e que não é fácil, para quem não tem muito tempo em Hanoi, era a Hanoi Train Street. E claro, lá fomos nós esperar o comboio! Sim, esperar! Esperámos, passeámos pelos carris, visitámos lojas que estão ali à beira da linha, bem como os locais que ali vivem. E à medida que por ali andamos, vai aparecendo mais gente, vão-se sentando nos cafés, vão escolhendo o melhor sítio para tirar a fotografia certa, e de repente uma senhora grita, não sei bem em que língua: 2 minutos, tudo encostado às paredes, fechem as cadeiras...30 segundos, e aí está ele! São cerca de 50 segundos, em que apenas o vento nos separa. Enfim! Tudo isto é possível porque estamos no Vietname, e no fim parece que está tudo controlado, e corre tudo bem. Gostámos mesmo muito de ver o comboio passar!

Depois desta lufada de ar fresco, meio perdidos à procura de uma rua meio escondida, que não sendo, mais parecia um beco, lá encontrámos o Hanoi Social Club. Tão bom ficar por ali 1h30...a apreciar a arte de não fazer nada. A ver quem entra e quem sai, beber uns sumos e ouvir uma música.

Mesmo já em contagem decrescente, ainda deu para sentir e perceber a dinâmica deste pessoal ao sábado! Todos os fins de semana há festa nas ruas! Não queiram imaginar. Fecham as ruas principais ao trânsito, os miúdos andam em carros telecomandados pelos pais, jogam, cantam, comem e bebem, dançam, há vendedores por todo o lado, um barulho infernal, os sons misturam-se, e o sentimento que paira no ar é o de felicidade. E assim, é neste ambiente de alegria, que nos despedimos deste país onde fomos tão bem recebidos.

Adeus Hanoi, adeus Vietname, até ao nosso regresso! Obrigada!

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